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22/01/2011

Há vagas para apologistas






Foram abertas novas vagas para a função de apologista na Igreja brasileira. É desejável conhecimento bíblico mínimo, uma vez que a causa será combater aqueles que nunca leram a Bíblia uma só vez. Aprecia-se conhecimento teológico básico, pelos mesmos motivos.

Parece piada, mas a situação é tal. Cada vez menos a Igreja “evangélica” conhece o evangelho, e como diz o adágio, “em terra de cego, quem tem olho é rei”.

Uma pesquisa recente realizada pela Sociedade Bíblica Ibero-americana no Brasil revelou que 50,68% dos pastores brasileiros nunca leram a Bíblia. Pergunto: o que estão ensinando, então? Respondo: – Nada, quando não o pior: ensinos antibíblicos e, portanto, anticristãos.

Ouvi, pessoalmente, um pastor esbravejando no púlpito que naquela noite ele “ensinaria o segredo para retirar os tesouros do céu para desfrutarmos aqui na terra”. Erro crasso, uma vez que Jesus ensinou exatamente o oposto: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam” (Mt 6.19,20).

Outro pastor disse para a igreja que “naquele ano [2009] eles escreveriam Atos 29”, dando a entender que a Igreja faria evangelismo e missões. Em seguida disse para os irmãos abrirem suas Bíblias em Atos 29. Prontamente os membros e alguns pastores no púlpito puseram-se a procurar tal capítulo. O pastor perguntou: “Quem encontrou Atos 29 diga ‘Glória a Deus’”. O coro se fez ouvir. Achando estranho, ele insistiu: “Quem encontrou Atos 29 levante a mão”. Até alguns pastores levantaram suas mãos.

Na floresta amazônica, ao contrário do original bíblico em Gênesis 12, “deus [com “d” minúsculo mesmo] levantou um patriarca”. Cansado de ser simplesmente progenitor de apóstolos, o aero-profeta autodenominou-se patriarca, em pé de igualdade a Abraão. Será preciso atualizar a canção infantil que diz “Pai Abraão, tem muitos filhos, muitos filhos ele tem...” para “Pai Abraão, tem concorrente, um concorrente ele tem...”.

Aqui em São Paulo, o “pastor zero-cal” cobra R$ 160,00 a inscrição para ordenação ao ministério, mais a taxa de R$ 255 para a credencial (R$ 415,00). Só para a sede foram ordenados mais de 1500 obreiros (faturamento de mais de R$ 622.500,00). Quem ganha salário mínimo não pode mais servir ao Senhor como obreiro. E mais: agora, pastor presidente de campo que não inscrever sua esposa para a arrecadação – digo ordenação – ao pastorado, perde o campo. Não adianta ter 50 anos de bons serviços ao Reino: se a esposa negar-se a consagração, está tudo acabado – e por “justa” causa.

Socorro, alguém defenda a doutrina e o bom senso na instituição, já que a defesa da Igreja é atribuição de Jesus.

Um comentário:

JOSE WILSON disse...

Nunca houve, desde o surgimento da igreja, tanta apostasia como é patente nos nossos dias; e tal fenômeno não nos deve espantar, pois, o Apóstolo Paulo, muito claramente assevera na sua epístola a Timóteo: “ Mas o Espírito expressamente diz, que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” ( 1 Tm 4.1). Diante dessa advertência endereçada a todos os cristãos verdadeiros, como deverá ser o procedimento a ser tomado? É imperativo batalhar pela fé, que uma vez foi dada aos santos, consoante a exortação de Judas na sua epístola (v.3), e a fé neste contexto, reporta-se ao conjunto da sã doutrina evangélica, a revelação da doutrina cristã na sua genuinidade e pureza. Mas como é que podemos batalhar pela fé? Devemos criar uma ordem, como os católicos fizeram no século 12, com os chamados cruzados, os quais, cegamente lutavam pela fé católica como uns loucos assassinos? De forma alguma, o batalhar que nos cabe, consiste em ensinar a palavra de Deus, conforme a exatidão dos seus ensinos, e censurar, a partir das escrituras, os falsos doutores e pastores.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/36758/1/-Sobre-os-falsos-pastores-no-contexto-evangelico-brasileiro-/pagina1.html#ixzz1Bo0G0MTE

 

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